Catarata dos Couros

Em minha segunda vez na Chapada dos Veadeiros incluí uma cachoeira que não tinha visitado antes e queria muito, essa foi a MARAVILHOSA Catarata dos Couros.

Isso mesmo ela não é apenas uma cachoeira e sim um complexo com muitas quedas belíssimas e várias áreas ara banho. Eu amei conhecê-la e indico a todos irem  apreciar o lugar. Suas quedas são de vários tamanhos e chegam até 100 metros de altura. Entendem agora a grandiosidade do local?

 

Quando ir? Como ir? Preciso de guia? Qual carro devo ir?

Eu fui em agosto, época de seca na região. Então as quedas não estavam tão cheias, tornando o local menos perigoso. Esse período é de maio a setembro. Na verdade eu achei bem tranquilo todo o passeio que teve duração de quase um dia inteiro. Saímos de Alto Paraíso de Goiás às 08h30 da manhã e levamos pouco mais de 01h para chegar no estacionamento em que pararíamos o carro. A Catarata dos Couros está a 53km dessa cidade, sendo 35km em terra asfaltada e 18km em estrada asfaltada. Não é difícil chegar lá, se conhece o caminho. É rumo a Brasília, para quem está em Alto Paraíso de Goiás. Mas se nunca foi, aconselho a primeira vez irem com um guia. Não tem muita sinalização para chegar ao local, então você pode se perder facilmente. Sem contar que em muitos momentos você se depara com várias bifurcações.

Ao ler isso em outros blogs ficava na dúvida e pensava “será mesmo que preciso?”. E como te disse, para primeira vez sim, contrate um guia. Então após uma amiga ir e falar, “CONTRAAAATE”. Eu entendi e resolvi escolher uma guia. Nossa guia foi a Cynthia, ela mora em Alto Paraíso de Goiás. Então pegamos ela no CAT – Centro de Atendimento ao Turista – da cidade. Ela foi em nosso carro e foi dando todas as coordenadas pelo caminho.  E foi ótimo ela nos acompanhar, porque ela ia nos explicando sobre a vegetação local e também os melhores caminhos para acesso e contemplação de diversos pontos do complexo. Claro que não vou deixar de falar sobre o preço do guia. O valor dependerá do guia que escolher e da quantidade de pessoas que estiverem. Mas eles cobram em média R$150,00 para guiar cerca de 04 pessoas. Mas lembrem que esse é um investimento que otimiza tempo e também que serve para sua segurança.

Agora sobre o veículo em que deve usar, é preferível estar com um carro muito alto ou um 4×4. Porque aí irá sem problemas algum, mas sei que essa não é a realidade da maioria dos visitantes. Todavia quando eu incluí esse local em meu roteiro, automaticamente reservei carros um pouco mais alto para fazermos essa trip. E fomos com duas Duster da Renault. Eu achei o carro uma ótima escolha, alto e potente. Em alguns momentos o carro derrapava muito e era bem areoso o solo, mas foi tranquilo de passar. Só que em parte do percurso na minha frente estava um Mobi e eu dou PARABÉNS para o motorista, porque era visível a dificuldade dele, mas ele tirou de letra. E no estacionamento vi muitos carros baixos, então não é algo necessário. Mas isso digo em época de seca, agora na chuva, sempre indico irem com carro alto para não atolarem.

 

Precisa pagar? Como funciona almoçar no local?

Ao chegarmos no estacionamento, vemos algumas pessoas que vivem em assentamentos próximos por ali. Eles ficam em algumas barraquinhas vendendo água, sucos naturais e algumas guloseimas. Diferente de todas as atrações da Chapada em que eu tinha ido, não havia uma “portaria”, cobrando pela entrada. Como não há cobrança de entrada, eles pedem uma bonificação para deixar o carro no estacionamento. Não tem um preço específico, mas as pessoas deixam em média de R$ 20,00 por carro. Como estávamos em dois veículos, deixei R$ 50,00.

A guia antes de irmos havia nos perguntado se iríamos almoçar lá e eu não sabia que havia essa opção. Então quando ela me contou, já falei que sim. Então quando ela chegou no estacionamento, ela foi até uma das barraquinhas e reservou nosso almoço. Ela disse o horário que chegaríamos e reservou. Naquele momento fiquei pensando que ao voltarmos das cachoeiras, iríamos almoçar ali mesmo, em um lugar quase sem estrutura alguma. Mas na verdade, eu estava enganada, pois ao fim do passeio, quando chegamos, eles explicam onde fica a fazenda que devemos parar almoçar. Nós fechamos na Fazenda da D. Eleusa, uma comida caseira DELICIOSA. E o valor por pessoa é de R$ 30,00 sem bebida. Só que ela vende vários tipos de bebidas, então não se preocupe quanto a isso.

 

O passeio!

Depois de reservarmos o almoço, começamos a trilha e já vou adiantar É MUITO MAIS TRANQUILA DO QUE VOCÊ PENSA. Eu fui achando que seria um bicho de sete cabeças. Estava em um momento da minha vida bem sedentária e entrando em desespero. E vou contar à vocês, foi bem de boa fazê-la. Claro que não para fazer correndo ou sorrindo, mas não foi tão ruim quanto eu pensava.

A trilha é toda em pedra, então recomendo muito estarem de tênis. Pois podem deslizar a qualquer momento e não queremos acidentes. O começo da trilha é apenas descida, alguns momentos ela se torna um pouquinho ingrime. Depois de uns 15, 20 minutinhos já estávamos lá embaixo. Quando chega nessa parte baixa você se depara com uma placa falando sobre meio ambiente, mas que não te dá coordenadas. Só que sei que seguirá o som da cachoeira e irá pegar a direita. Em poucos passos estará na Cachoeira da Muralha. Optamos por não parar nesse momento, queríamos ir até o final e na volta, como o caminho se torna subida e um pouco mais cansativo, aí pararíamos. Mas claro que demos uma espiada nela. Devido estar na seca, ela não estava completamente cheia. Na verdade as quedas só se formavam ao lado esquerdo dela, nas demais áreas era possível entrar, mas apenas nos poços que ali ficam formados. Essa cachoeira é incrível, te dá a oportunidade de entrar em baixo de quedas, desfrutar de hidromassagens naturais, tem poços bons para mergulhos, lugares para darem uns pulos no rio e área para descanso ao redor. Eu achei sensacional.

Se a Cyntia, nosso guia não estivesse nos acompanhando, eu teria parado nessa cachoeira e achado que a Catarata dos Couros era apenas isso, mas NÃO. Existe muito mais para desbravar dentro do complexo. Então voltamos e pegamos para a esquerda da placa. O nosso percurso foi beirando o Rio dos Couros. De acordo com nossa guia, quando está em período de seca é mais fácil e melhor para fazer a trilha, pois o rio está baixo. Agora com o rio cheio, você tem que fazer trilhas alternativas, que são mais cansativas.

O Rio dos Couros já começa a ter uma nova forma enquanto vão andando ao seu lado. E quando menos espera você já percebe que ele se tornou uma corredeira. Isso porque mais rios se encontram com ele. E em um determinado ponto o que converge com ele é o Rio Almécegas. Então a próxima cachoeira do complexo é a Almécegas 1000. Mas como disse anteriormente, ainda não paramos e seguimos para o alto. Subimos algumas pedras, até um ponto que tem função de mirante e de lá é possível ter uma vista linda da queda dessa cachoeira. Podíamos optar por continuar para a próxima parada, mas nesse momento resolvemos descer e aproveitar essa queda.

Com o rio baixo, foi delicioso entrar nela. Porque na verdade você entra no topo da cachoeira. O interessante é que a queda em si é formada pela Almécegas 1000, mas se chama Cachoeira de São Vicente e para mim foi a mais incrível. Porque ali se formam piscinas naturais deliciosas para banho. Só que vou dar um conselho: NÃO SE ASSUSTEM COM AS SANGUESSUGAS. Isso mesmo, quando paramos nessas pedras e piscinas, percebemos que saímos cheias de sanguessugas grudadas no corpo. A primeiro momento entramos em desespero, mas foi só bater com a mão que eles saíram. Mas mesmo assim é tenebroso, mesmo eles sendo bem pequenininhos hahahahahahah.

A partir dessa queda é possível passar por mais muitos mirantes e apreciar as demais quedas do complexo. Então ministre bem seu tempo, para que consigam fazer tudo durante o dia. A próxima cachoeira da trilha era a Cachoeira do Parafuso e a Cachoeira do Bujão. Confesso que não fui até essas duas, mas dizem ser incríveis. Avistei do mirante a do Parafuso e achei ela belíssima, com uma queda de 100 metros de altura que cai sobre o cânion e encanta a todos. Sem contar que ela forma um poço lindo para banho. Já a Cachoeira do Bujão tem um acesso bem mais complicado. Tem até quem desça com equipamento de rappel.

Então como disse antes, na volta fomos parando e apreciando cada lugar, até que já era quase 14h e precisávamos voltar. Dessa maneira subimos de volta ao estacionamento. E de lá seguimos ao restaurante da Dona Eleusa para almoçar.  E de lá voltamos para Alto Paraíso de Goiás. Como fizemos ela em nosso último dia, de lá regressamos para Brasília. E foi um passeio ótimo para fechar com chave de ouro mais uma viagem pela Chapada dos Veadeiros.

 

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